Artista plástico angolano Silvestre Quizembe expõe no Centro Cultural Português em Luanda

O idioma é o português, mas a linguagem é universal: a da arte. Nas telas, o humano se destaca pelas mãos e criatividade do artista plástico angolano Silvestre Quizembe. ‘Unirmandade’ é o título da segunda exposição individual do jovem pintor de Quitexe, província do Uige.

No novo projeto, a exploração cromática já característica do traço do artista desenha figuras humanas, onde crianças são “reinventadas”. Os quadros transitam entre o real e o imaginário, o figurativo e o abstrato, através do acrílico sobre tela, técnica mista em acrílico e óleo sobre tela.

Silvestre Quizembe junto da tela ‘O contador de histórias’. Foto: Divulgação

Cada obra de Silvestre Quizembe recebe um título de acordo com a proposta, tais como “O Sol da Esperança”, “A Realidade de um Sonho”, “A Prenda das Crianças”, “A Sensibilidade da Alma”, “Unirmandade”, “Além da Amizade”, “Mu­xima”, “Ligados pela Fé”, “Sorriso de Mãe” e “A Verda­deira Amizade”.

Silvestre Isaac Quizembe Panzo nasceu em 1991, na Angola. Desde criança o rapaz já demonstrava interesse pela arte. Na cidade de Quitexe, aos 12 anos de idade, o garoto passou a visitar artesãos em seus ateliês, além de outros espaços ocupados pelas pinturas e esculturas.

Tela ‘Aprenda das crianças’, de Silvestre Quizembe. Foto: Divulgação

Em 2016, Silvestre Quizembe foi o vencedor do Prêmio Juventude no Ensarte de artes plásticas, em Angola. Em dezembro daquele ano inaugurou sua primeira exposição individual, intitulada de ‘Marcas da Cultura’, com obras inspiradas nas mulheres.

“A pintura faz nos ver coisas pela sensibilidade, não propriamente pela razão, o que o resto da sociedade ainda não viu. Às vezes, aponta caminhos em relação aos outros cidadãos e que, por vezes, nem o próprio artista conscientemente vê isso”, reflete Quizembe.

Obra da exposição ‘Marcas da Cultura’, de Quizembe. Foto: Divulgação

Desde a primeira exposição, o angolano alimenta um desejo. “Pretendo continuar e torna-me um artista internacional”, afirma. Em sua rede social na Internet, além de expor seus trabalhos, Quizembe aproveita para pensar e escrever sobre o seu processo criativo e o ser artista.

“Eu preferi dormir e fui arrastado por uma onda de tintas numa maré de pinceladas, peculiar ao meu estilo, eu surfo em telas douradas numa correnteza de inspirações, remo em direção a minha alma. No horizonte vejo os meus sonhos tornar-se realidade”, filosofa o artista.

A exposição ‘Unirmandade’ estreia nesta terça-feira (9), às 18h30, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de janeiro.

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Com informações: Jornal da Angola / Instituto Camões

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