Finalmente inventaram uma roupa que expande para encaixar as crianças à medida que crescem

Uma preocupação constante na vida dos pais, “a roupinha” para as crianças, qual o número certo? O tamanho ideal é sempre motivo de insegurança na hora de comprar a roupa do bebê, acompanhada da pergunta, será que vai caber?

Sabe-se que nos primeiros anos de vida, as crianças crescem muito, e quando menos se espera, a roupa já não lhe serve.

Partindo desta constatação o engenheiro aeronáutico e aluno de mestrado do London’s Royal College of Art’s Innovation Design Engineering, Ryan Mario Iasin, decidiu desenvolver um tecido elástico, que expandisse à medida que os pequenos crescem.

O novo tecido elástico garante que criança use mesma roupa dos 4 meses até os 3 anos. Foto: Petit Pli | Reprodução

Segundo Ryan que mora em Londres (Inglaterra), ao comprar uma roupinha para o sobrinho Vigo, que vive na Dinamarca, ele demorou a entregar o presente, e já não cabia mais na criança.

“A estrutura se deforma com o movimento das crianças, expandindo e contraindo em sincronia com seus movimentos”, declarou o designer ao portal Dezeen. O plano é que a mesma roupa se adapte ao corpo da criança dos 6 meses aos 3 anos de idade.

O tecido sintético plissado garante que criança use mesma roupa dos 4 meses até os 3 anos. Foto: Petit Pli | Reprodução

As roupas infantis são inspiradas na tecnologia utilizada no empacotamento de nano satélites. A Petit Pli  criou um tecido sintético plissado, e garante que o material continue se expandindo com o passar dos anos. “Ele aumenta em até sete vezes o tamanho original”, diz Ryan Iasin.

Feito com exclusividade para o dia a dia das crianças. O tecido pode ser lavado na máquina, é à prova d’água e resistente, e aguenta todas as travessuras e brincadeiras infantis. E tem mais um detalhe: também é reciclável.

Ryan Mario Iasin, decidiu desenvolver um tecido elástico, que expandisse à medida que os pequenos crescem. Foto: Petit Pli | Reprodução

O criador do novo tecido pensou em tudo e mais alguma coisa, ele quer combater o desperdício imenso dos dias atuais, e que acontece muito na primeira infância, quando compra-se uma enorme quantidade de roupas, e em pouco tempo, elas perdem-se, pois não servem mais.

As peças da Petit Pli, foram feitas pensando no que os pais vão economizar dinheiro ao deixar de comprar tantas roupas e haverá menor impacto ambiental na produção de moda infantil, já que vai ser reduzido o consumo de recursos naturais, como água e energia, para a fabricação de novas peças.

Além disso, as peças são a prova d’água e de vento. Foto: Petit Pli | Reprodução

Para tornar o projeto possível, Yasin usou seus conhecimentos em engenharia aeronáutica. Ele pesquisou sobre estruturas em fibras de carbono para pequenos satélites para desenvolver um conjunto de dobras que permitem que a roupa se estenda quando puxada. Além disso, as peças são a prova d’água e de vento.

Ryan Mário Iasin, argumentou: “As crianças crescem e não cabem mais em suas roupas em questão de meses e, ainda assim, nós produzimos miniaturas de roupas de adultos em vez de pensarmos algo próprio para elas. Com aproximadamente 11 milhões de crianças no Reino Unido, pensei que já era hora de repensar as roupas dos pequenos”.

Yasin usou seus conhecimentos em engenharia aeronáutica. Foto: Petit Pli | Reprodução

As roupas ainda não estão à venda. Iasin está aguardando os direitos da patente da tecnologia e buscando parceiros para a produção em larga escala. Ele planeja fazer os primeiros lotes para venda no Reino Unido em pouco tempo.

Veja o vídeo do Dezeen, em inglês, sobre as roupas:



Com informações: Conexão Planeta / Portal Dezeen

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